19 de mai de 2015

Dialética Entrevista: Fernando Valverde autor de O Vitral

Preliminares

É uma pena saber que hoje as pessoas só querem se emocionar, se arrepiar; não querem experimentar. Buscam ouvir o pastor, o padre, o monge, o filósofo, o psicólogo, querem aprender sobre Jesus, Buda, Sócrates... mas não querem ser como eles, viver como eles, chegar onde eles chegaram.Fernando Valverde

 

Já a algum tempo venho divulgando um livro de autoria nacional publicado pela Editora Novo Século sob o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira, um livro pelo qual tenho um enorme apreço. O Vitral de Fernando Valverde surgiu na minha vida de forma espontânea, acredito eu, inspirada pela Grande Força Criadora, norteadora não apenas da minha vida, como também desta obra impar.

Como dizia, O Vitral, surgiu do nada enquanto zapeava pelas páginas do Facebook, e quando vi apenas uma imagem notificando sobre o lançamento e pré-venda, senti que ali estava algo que merecia atenção, algo que merecia cuidado e carinho. Infelizmente ainda era muito inexperiente nesta árdua e prazerosa função de blogueiro literário, e acabei não fazendo muito, além de curtir tal postagem.

Mas a Força Criadora tinha outros planos e o próprio autor surgiu em minha vida através da página do blogue no Facebook, e após algumas trocas de mensagem, mais que depressa iniciei uma campanha de divulgação daquele livro. Publiquei aqui no blogue, na página do Facebook, no Twitter… Algo me instigava em direção aquela obra…

Imaginem minha surpresa quando Nandu, (o autor) me enviou um exemplar autografado e com dedicatória. Foi sublime.

Mais que depressa e iniciei a leitura do livro, e não me arrependo pelo tempo que passei debruçado sobre suas 376 páginas, pois, ali estava uma história única, incomparável e surpreendente.

Você pode ler o que achei sobre o livro acessando aqui.

Hoje trago para vocês uma entrevista avassaladora, onde eu Julielton como intermediador do blogue tive a chance de levantar questões importantes ou não, sobre o livro, o processo de escrever e, é claro sobre o autor, foram quase dois meses apenas levantando as perguntas, revisando, editando, escolhendo cada palavra. Um trabalho que valeu a pena, pois, ao ler as respostas de Fernando você consegue visualizar, e porque não sentir, o carinho e dedicação do mesmo para com o livro, e não apenas isso, compreende um pouco mais do universo de O Vitral, um universo literário, mas que também deveria ser o seu, o meu o nosso universo.

Acompanhe, comente, deixe seu recado.


Entrevista

Sobre o autor

Foto -Fernando Valverde

Dialética: Na sua minibiografia publicada no livro, é citado que você atua como dublador, letrista e produtor musical. Cite um de seus trabalhos nestas aéreas tão distintas.

FERNANDO VALVERDE: Na realidade não sou dublador, sou diretor musical de dublagem.

Letrista porque na dublagem eu atuo também como adaptador de letra para a língua portuguesa. Não é tradução, pois isso não é permitido pela indústria. Neste trabalho tenho que, bem dizer, “compor” uma nova letra para os filmes, desenhos e seriados que sou chamado a dirigir.

Uma das principais empresas é a The Walt Disney Company. Já participei como diretor musical dos desenhos: Princesinha Sofia, 7A (que é a nova versão dos 7 Anões), Gravity Falls, Liv and Maddie, atuei na pós-produção do filme Oz, Mágico e Poderoso, como diretor musical em Inside Out (Divertida Mente). Para a Universal, trabalhei no filme Monsh Monsters, no longa Psych: O Musical entre outros.

Como produtor, realizei diversos trabalhos, um dos que gostaria de citar aqui foi o DVD de 20 anos de carreira da dupla sertaneja “Felipe e Falcão”, pela gravadora BAND Music.

Dialética: Como você concilia as diversas atividades que exerce?

FERNANDO VALVERDE: Dizem que sou um tanto pragmático (risos). As vezes eu concordo com isso, afinal sempre tento fazer as coisas da forma mais simples e objetiva possível.

Desde muito novo, ainda na adolescência, resolvi tomar uma atitude e dividir meu dia em partes. Eu queria tocar bateria, violão, ir ao cinema, ler um livro, precisava ir a escola, estudar para as provas e além de tudo isso, tinha que aproveitar o tempo com meus irmãos, pais e amigos.

A partir dai fui desenvolvendo a prática do que chamo de “o agora e o necessário”. Toda manhã ao acordar me perguntava o que deveria fazer naquele momento (agora) – então eu agradecia e fazia ali o meu exercício de oração, reflexão... conexão. Quando terminava, então com a mente “refrigerada e disponível”, levantava e ia ao toalete escovar os dentes, lavar o rosto, ia trocar de roupa (e isso era o necessário). Nunca mais perdi esse hábito diário e isso evoluiu para a vida adulta. Antes e depois de tudo o que faço, eu paro, escuto e pergunto o que devo fazer. As vezes é hora de trabalhar (necessário), as vezes é hora de curtir os amigos, a família, os filhos (agora). As vezes tenho que ir ao banco (necessário), as vezes tenho que ler um livro (agora). As vezes tenho que parar tudo o que estou fazendo para não fazer nada (necessário), as vezes tenho que ajudar alguém a empurrar o carro que está quebrado no meio da avenida congestionada (agora). E assim vou seguindo, antenado, atento àquilo que a vida pede para seguir o seu fluxo natural. O universo é dinâmico, está em movimento, eu tenho que ir junto com ele.

Sobre o Processo de Escrever

Dialética: Quando você percebeu que tinha paixão pela literatura, e pensou em ser escritor? 

FERNANDO VALVERDE: Desde muito novo gosto de ouvir histórias. Seja fosse as dos meus tios no sítio onde moravam, quando íamos passear no interior, seja fosse as da professora na sala de aula, eu sempre estava ligado. Gostava demais de contos, fábulas... como a maioria das crianças.

Quanto a ser escritor, pensei em ser no dia em que resolvi compartilhar experiências e pensamentos. Sou apaixonado por literatura, mas a minha relação com a escrita não tem aquele peso comercial e tantas vezes competitivo – eu prefiro deixar isso para os interessados no assunto.

Escrevo porque quero deixar um legado intelectual, filosófico quem sabe. Quero deixar em meus livros minhas ideias, claro.

Não crio nenhuma expectativa em ver um livro de minha autoria sendo vendido aos milhares, mas antes, desejo profundamente que, caso haja um cataclismos qualquer, social ou pessoal, minha escrita seja encontrada em alguma prateleira, escavação, em algum lugar ou caverna do futuro, e que sirva de inspiração para os arqueólogos, historiadores, teólogos ou necessitados daquele tempo.

Pretensão por pretensão, eu tenho as minhas. (risos)

Brincadeiras à parte, eu penso que livro não é um produto como os outros, ele é atemporal, é algo que fica esperando ser descoberto a qualquer tempo ou lugar.

Dialética: De onde vem a inspiração? Há algum autor ou algum livro que te inspirou? 

FERNANDO VALVERDE: Poderia usar do clichê e começar a citar os nomes dos melhores autores ou os mais conhecidos, só que comigo isso não aconteceu. O que me motiva a escrever é simplesmente o desejo de me comunicar através das histórias que um dia eu escutei, vivi ou experimentei.

Dialética: Como você concebeu este livro?

FERNANDO VALVERDE: Ao reler as cartas e anotações escritas em momentos de partilha ou conversas que um dia tive com centenas de indivíduos em mais de quinze anos, nasceu o desejo de escrever. Tenho o hábito de visitar pessoas/famílias para ouvi-los. É um trabalho meio “missionário”, vamos dizer assim. A vivência da fé oferece a dádiva de ouvir e ser ouvido.

Os dramas, as conquistas, as derrotas e vitórias de homens e mulheres da vida real foi o que me fez escrever um livro. A aventura nisso tudo foi transformá-lo em um romance.

Dialética: A sua vida reflete nos seus livros?

FERNANDO VALVERDE: Inevitavelmente.

Dialética: Como é sua rotina para escrever? Você tem horário determinado ou escreve quando surge oportunidade?

FERNANDO VALVERDE: O horário é determinado pelo “agora”. Quando aparece a inspiração, um papel e uma caneta ou um bloco de notas digital tem que estar nas mãos. As vezes isso acontece na madrugada, as vezes durante a pausa do trabalho. Comigo, para resumir, se desenrola de maneira espontânea. Depois, o processo fica mais sistematizado, mesmo assim, tem que acontecer de forma natural.

Dialética: Quanto tempo demorou para concluir seu livro?

FERNANDO VALVERDE: Desde o processo de pesquisa até a publicação, foram cerca dezesseis meses.

Dialética: As histórias “se escrevem” sozinhas ou o você planeja a trama antes de iniciar a escrita?

FERNANDO VALVERDE: As duas coisas. Comigo começa por uma ideia central, depois vou pinçando elementos para compor a escrita, então a história flui.

Sobre o Livro

O Vitral

Dialética: Em que/quem você se inspirou para escrever a história? Você criou o protagonista inspirado em alguém do cotidiano? 

FERNANDO VALVERDE: Muitas pessoas me inspiraram. O Addae (protagonista) foi a agulha de costura dessa colcha de retalhos. Ele pode ser eu ou você, nele está contido histórias e experiências não de alguém, mas de muitos personagens do cotidiano.

Dialética: Por que você escolheu abordar um tema tão polêmico, como a universalização da religião e da fé?

FERNANDO VALVERDE: Porquê essa é a essência da mensagem do amor. Entristece saber que este assunto é polêmico. Se olharmos bem, veremos que a prática da fé está desgastada, banalizada, tornou-se um produto do qual não se sabe mais quem é o fabricante. Parece um item pirateado, entende? A fé é o motivador e a inspiração para continuarmos. Ter fé é buscar, crescer, evoluir, encontrar – de maneira individual, e apenas depois, só depois, de forma coletiva. É uma pena saber que hoje as pessoas só querem se emocionar, se arrepiar; não querem experimentar. Buscam ouvir o pastor, o padre, o monge, o filósofo, o psicólogo, querem aprender sobre Jesus, Buda, Sócrates... mas não querem ser como eles, viver como eles, chegar onde eles chegaram. Isso nos faz regredir, cria dependência, tira a autonomia. E olhando o cenário global, sinto que abordar esse tema é muito mais urgente do que polêmico.

Os grandes mestres orientais e ocidentais apareceram em momentos como este. Não me considero um mestre, mas tenho a obrigação ética e moral com você, com meus filhos, com os meus próximos e com a quem possa interessar, de propagar aquilo que entendo como sendo bom para nós.

No mínimo, faço deste ato (escrever) o direito que tenho de pensar e opinar.

Dialética: É evidente que houve uma pesquisa fervorosa para a estruturação deste livro, onde você buscou essas informações?

FERNANDO VALVERDE: Seminários, simpósios, cursos, mestres, amigos, leitura, intuição...

Dialética: Addae em latim significa “sol nascente”, há alguma razão especifica para a escolha deste nome para o protagonista? Ou foi uma escolha ao acaso?

FERNANDO VALVERDE: Sim, a razão é específica. O Sol está presente em muitas crenças, simboliza a luz, o amor, a juventude , o nascimento, a paixão, o fogo, a força, o conhecimento, o poder, a perfeição, a morte e a ressurreição, o nascimento, a vida, a imortalidade. Não vou mudar a fórmula de descrever um herói. Addae é, na minha literatura, uma forma de herói. Um ser de coragem e vitalidade que não teve medo de questionar, não teve medo de seguir sua intuição. Não fez isso para polemizar, nem atacar o outro, quis que isso acontecesse dentro dele, para nascer de novo, transcender. O amor está acima de qualquer conceito, o amor é abrangente, vê tudo com compaixão e zelo. Era isso que um homem compassivo e forte como o Addae queria experimentar... e experimentou! Agora acredite, normalmente o herói é aquele que realiza o impossível, porém, Julielton e caro leitor, tudo o que aconteceu com o Addae pode e de certa forma torço para que aconteça com vocês! Definitivamente ele não desejou o impossível, embora pareça ser frente à cultura a qual vivemos.

Dialética: Durante a viagem de Addae em busca de respostas, ele se depara com grandes nomes da nossa história (política, cientifica e teológica), alguns destes nomes possui a mesma importância para você como o que é descrito no livro?

FERNANDO VALVERDE: Sim, também são fontes de inspiração para a minha vida, são ferreiros forjadores do meu caráter.

Dialética: No livro, enquanto escritor você procura não utilizar o termo “Deus” para as diversas denominações religiosas abordadas ao longo do texto, e utiliza o termo “Força Criadora”, ao meu ver essa escolha foi perfeita, ao unificar todos os conceitos em torno de um único termo. Trouxe para o leitor uma sensação de união e conforto. E para você enquanto ser humano, acredita mesmo na teoria abordada no livro, ou a pauta como apenas ficção?

FERNANDO VALVERDE: Está arraigado em nossa cultura a tradição judaica, do patriarcado, onde a Força Criadora é abolida como mãe (feminino) e passa a ser pai (masculino). Eu reconheço a importância da tradição, mas temos que considerar as consequências que essa visão, ou seja, a de um Deus como masculino, trouxe para a humanidade no decorrer da história – no livro falo sobre isso. É óbvio que o termo mãe tem mais a ver com as características de um ser que gera a vida, mas prefiro experimentar essa Força como um ser menos antropomórfico, pois é mais seguro e fecundo – fato que nos livra de imediato do conceito de raça, cor, espécie, do chauvinismo masculino ou feminino. É o caminho para o amor sem fronteiras, aquele que está um nível acima daquilo que podemos dissertar com poesia ou teorias.

Dialética: Goethe no livro “Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister” diz:

Fora de nós, tudo é apenas elemento. Sim, até posso dizer: tudo o que há em nós também. Mas no fundo de nós próprios encontra-se essa força criadora que nos permite produzir aquilo que tem de ser e que não nos deixa descansar, nem repousar, enquanto não o tivermos realizado, de uma maneira ou de outra, fora de nós ou em nós”.

E em seu livro você escreve:

Estamos ligados a tudo. Todos os elementos do cosmos que estão fora, também estão dentro de nós. Existem diversos níveis de consciência interagindo entre si. Em nós, além das diversas consciências elementares, existe a nossa própria consciência”.

Existe alguma relação com o que foi escrito por Goethe ou é apenas coincidência?

FERNANDO VALVERDE: Conheço a biografia de Goethe, mas não usei sua literatura como fonte de pesquisa. Quanto aos aforismos comparados na pergunta, tenho que afirmar que sim, há uma relação, porém indireta. Os cristão dizem que, quando alguém escreve ou fala algo em concordância com o outro, existe ali a inspiração do Espírito Santo.

Esse fenômeno não é produto apenas da fé, como também não é exclusivo dessa ou daquela instituição religiosa, mas é a manifestação da verdade em ressonância com o interior daquele que está conectado. Independente da doutrina ou na forma de pensar de cada um, tais “coincidências” são apenas leituras diferentes da mesma realidade.

Quando falo de “alguém” ou “cada um”, estou me referindo ao indivíduo comprometido, que está em busca da verdade e do amor.

Dialética: Ainda utilizando o enunciado da questão anterior, precisamente o retirado do seu livro, pergunto: há alguma relação com a Força Criadora descrita por você, com a Força Criadora de inúmeros postulados, chamada simplesmente de Pensamento? Acredita que o pensamento humano possa ser a força motriz que move o mundo, ou realmente existe algo além, algo ainda não compreendido?

FERNANDO VALVERDE: Da primeira parte da pergunta, responde que sim. Eu não estou inovando, inventando, apenas estou refletindo, ecoando, mesmo de forma intuitiva, a experiência que gerou tais pensamentos, filosofias e doutrinas.

Para a segunda parte da pergunta, digo que existe algo além, e muito antes de habitarmos a Terra ele/ela já estava lá ou aqui, em algum lugar ou em todos,, moldando o universo – não como alguém sentado em uma bancada industrial, fazendo a mão, como poeticamente as pessoas gostam de pensar, mas estava lá. Quanto ao pensamento, acredito que é o veículo que nos ajuda a compreender tal realidade. Por enquanto, a força motriz que move o mundo ainda é o instinto básico, como o de qualquer outro ser animal. Não somos diferentes, embora “pensamos” ser. Nosso motivador não é a harmonia consigo e com o outro, ou com o mundo que vivemos, mas está na competição, mesmo disfarçada de diplomacia. A sociedade humana sempre viveu na tensão... fruto de quem compete pelo trivial, que é a sobrevivência (de si mesmo) e a perpetuação da (sua) espécie. Nítida consequência de quem teme o amanhã.

Dialética: Há alguma passagem favorita no livro? E/ou alguma passagem que gostaria de retirar do livro? 

FERNANDO VALVERDE: Não apenas uma passagem, mas da saída do átrio até a clareira, e tudo o que acontece até à sua chegada às três montanhas, separo como o momento mais sublime do livro. Quanto à demais passagens ou o restante, nem tudo cai no meu extremo agrado, mas sei que devem estar ali por conta da necessidade de estar. Como digo aos mais próximos, O Vitral instiga várias sensações, ele é como a vida... há momentos de inspiração, momentos mais duros, momentos de extrema emoção e momentos que dá vontade de parar com tudo... mas a transcendência, a elevação, a santidade, a perfeição ou a iluminação pertencem àqueles que sabem perseverar.

Dialética: Na minha opinião as aventuras de O Vitral se encerram bem, mas acredito que Addae ainda vai vivenciar inúmeras experiências e aventuras. Pretende publicar outros livros? Addae ainda será o protagonista?

FERNANDO VALVERDE: Você tem razão, Julielton. Na minha concepção, o que acontece no livro O Vitral revela algo que é apenas ponta de um iceberg. É o prologo de acontecimentos maiores. Por isso pretendo sim publicar outros livros. E já estou trabalhando nisso, pode ter certeza.

Sobre o Mercado Editorial Brasileiro

Dialética: Como foi publicar um livro pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira da Editora Novo Século? 

FERNANDO VALVERDE: Só tenho a agradecer à editora Novo Século. Não falo só por mim, mas por todos os autores e autoras que foram e serão impulsionados pelo estratégico selo Novos Talentos da Literatura Brasileira.

Dialética: Como você vê o mercado editorial para os novos escritores brasileiros? Em sua opinião, é possível viver de literatura no Brasil?

FERNANDO VALVERDE: Creio que estamos vivendo um momento inédito na literatura brasileira. Na maioria das vezes, como normalmente acontecia na antiguidade, ou há até pouco tempo atrás, a escrita reconhecida era um direito da aristocracia. Hoje, as portas se abriram para mais gente entrar na cena. Agora, viver de literatura no Brasil ainda é uma realidade um tanto distante.

Dialética: O que você diria para quem ainda não leu seu livro? 

Fernando Valverde: Bem, seria uma alegria imensa saber que mais e mais pessoas estão tendo acesso ao conteúdo do livro O Vitral. Como já sabemos por resenhas e comentários disponíveis, o livro tem algo muito maior do que um romance tradicional pode oferecer. O mundo que conhecemos está em transformação, há uma mudança iminente, e ela não está acontecendo graças à nossa permissão, pelo contrário, nós é que precisamos acompanha-la de forma digna e consciente. O Vitral, como diversas outras literaturas, é uma seta que aponta na direção que devemos ir. Espero poder ir junto com vocês...

Dialética: Deixe sua mensagem para os leitores do blogue Dialética Proposital.

Fernando Valverde: Agradeço primeiramente a você, Julielton, pelo carinho e compreensão. Você é uma pessoa iluminada, dá para sentir em suas palavras e na forma de acolher o novo. E aos leitores do blog Dialética Proposital, meu muito obrigado pelo zelo e atenção com que têm tratado suas publicações, resenhas... Desejo muita luz, paz e amor a todos!

Gratidão!

Dialética: Desde já agradeço pela sua atenção e pelo seu tempo. Reitero meu compromisso em sempre que possível divulgar sua obra, pois, a considero de extrema importância para a literatura brasileira. Se trata de um livro que vai além da ficção ou dos paradigmas estabelecidos ao longo do tempo, é uma revolução cultural e religiosa.

Obrigado.

 

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1 comentários:

  1. Julielton!
    Muito boa a entrevista e as respostas.
    Gostei dessa história do AGORA e NECESSÁRIO, acho que vou implantar por aqui...kkk
    Que inteligente o autor e ainda mais que desenvolve um lado espiritualizado, adorei!
    A entrevista ficou um tanto longa, mas valeu a pena.
    Sucesso!
    Desejo uma ótima semana!!
    “A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido.”(Confúcio)
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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Julielton Souza