22 de abr de 2015

Livro #21 – A Bíblia Segundo o Gato de Philippe Geluck (HQ)

SINOPSE
A Bíblia segundo o Gato responde ao longo das suas 200 páginas a todas as perguntas dos homens desde o começo da humanidade. Acabaram-se as dúvidas, chegou a luz. Com esse livro os homens vão finalmente entender o quanto é absurdo se massacrar uns aos outros há tanto tempo. A verdade sobre tudo isso é revelada pelo Gato no décimo primeiro mandamento (o menos conhecido e sem dúvida o mais lindo): “Rirás de tudo, pois, já que vamos todos morrer mais cedo ou mais tarde, só o humor permitirá tomar um pouco de distância das vicissitudes da existência”.

SOBRE O AUTOR
Philippe Geluck (nascido em 07 de maio de 1954) é um comediante, humorista e cartunista. Ele estudou na INSAS (Instituto Nacional Superior das Artes de Espetáculo). Sua obra mais conhecida é a história em quadrinhos Le Chat  (O Gato), que é uma das dez séries de quadrinhos franco-belga best-seller, em 2008, com apenas 320 mil exemplares publicados na França.
Ele também apareceu no talk show francês apresentado por Laurent Ruquier, Em um essayé tout  no canal de TV France 2. Seus desenhos na França são publicados na revista VSD.
Em 2009, o rei Albert II da Bélgica fez dele um Comandante da Ordem da Coroa (Bélgica).




Outras Capas

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Dialética
A Bíblia Segundo o Gato do humorista, desenhista e escritor belga Philippe Geluck, é um conjunto ácido, provocativo, sarcástico e cômico, uma releitura dos eventos que precederam a criação do Universo, durante a leitura do livro-HQ publicado pela Editora Nemo, você vai se revoltar, se surpreender e com certeza rir nem que seja um pouquinho!
Geluck e seu parceiro de escrita “Deus”, não poupam nenhum evento e ninguém, com um humor que beira ao ridículo e extrapola qualquer limite para criação fictícia, ele vai ferir seu orgulho e sua crença, esfregando na cara do leitor uma visão deturpada e extravagante da história narrada na Bíblia.
Durante as poucas mais de duzentas páginas, o autor aborda temas que se fossem exibidas em uma novela global iria causar urticaria na bancada evangélica na Câmara. E se você não aceita brincadeiras, não acredita que Deus possa ser objeto de piada, ou vê nisso obra do tinhoso, pare não compre, não leia, não espia a contracapa, corra como o diabo foge da cruz.
Pois, aqui você encontrar sátiras envolvendo, relacionamentos homo afetivo, zoofilia, aborto, violência, sodomia, a submissão feminina e principalmente a visão do homem perante a religião, é algo intrigante e revoltante, que mesmo aqueles de mente muito aberta vai se questionar se não está cometendo um pecado ao ler tal obra.
Tenho uma visão crítica, sei separar a ficção da minha crença religiosa, mas confesso que durante a leitura deste livro, desejei por muitas vezes atira-lo ao fogo e vê-lo queimar por inteiro. Porém segui com a leitura e acredito consegui me divertir e até mesmo gostar do que li. É obvio que jamais aceitaria algumas das piadas feitas como algo engraçado, na verdade as vejo como um achaque desleal a religião cristã.
Um conselho a você que pretende ler esta HQ, tome cuidado com aquela sua tia carola ou aquela vizinha crente fervorosa, ou você corre o risco de receber a alcunha de adorador do tinhoso. Esta HQ trata-se para muitas da maior injuria já dirigida a fé, algo que assustaria até mesmo aquele seu primo que só usa preto e se diz ateu.
Voltando a história em si, você irá conhecer Deus, um gato bípede com um nariz enorme trajando uma toga romana e seu companheiro Pascoal o carneiro, (você vai perceber que aqui companheiro pode ter os mais variados sentidos). Há ainda outros personagens memoráveis como a esposa de Deus, a Morte, um esqueleto loiro e de marias-chiquinhas que o constrange por diversas vezes.
Adão e Eva aparecem na história, e aqui você vai se deparar com algo improprio para crianças, mas de certa forma bem engraçado. O próprio autor aparece como personagem explicando algumas coisas implícitas nas imagens e textos.
Sobre a HQ, a qualidade do trabalho feita pela Editora Nemo é primoroso, acabamento em brochura e tradução impecável, as piadas continuam com o seu teor cômico mesmo após a tradução do francês para o português.
As ilustrações são simplistas, com desenhos redondos e quase infantis, similares as famosas caricaturas políticas que costumamos ver nos jornais impressos.
Mesmo tendo adorado o livro, não consegui atribuir-lhe uma nota cinco, ainda me prendo as convicções religiosas e prefiro esquecer certas cenas e piadas vistas nesta edição.
Na França o livro foi lançado em duas edições, pelo que pesquisei não foi possível saber se a Editora lançou os dois exemplares em uma única edição ou se pretende publicar uma continuação, seja qual for o caso, qualquer novidade você confere aqui no Dialética Proposital.
Nota:
4

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Julielton Souza