30 de nov de 2014

LIVRO #11 - As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago

Dados do Livro




Título: As Crônicas de Nárnia – Volume Único
Subtítulo: O Sobrinho do Mago
Autor: C. S. Lewis
Ilustrações: Pauline Baynes
Tradução: Paulo Mendes Campos
Editora: WMF Martins Fontes
ISBN: 978-85-7827-069-8
Edição: 2ª Ed. 2009
Estilo: Literatura Infanto-juvenil
Páginas (total): 752
Páginas (livro 1): 98
Preço de Capa: R$ 14,90 até 79,80
Avaliação Skoob: 4,4

Sinopse – O Sobrinho do Mago



A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.


O Autor




C. S. Lewis (pseudônimo de Clive Staples Lewis), nasceu em Belfast na Irlanda do Norte em 29 de Novembro de 1898 e morreu em Oxford, na Inglaterra, em 22 de Novembro de 1963. Tornou-se famoso por sua história de conversão do ateísmo ao cristianismo, e a partir daí, escreveu obras de ficção e teologia, além de dar palestras em rádios e eventos. Seus maiores trabalhos são "Cartas de um diabo a seu aprendiz", "As Crônicas de Nárnia", "A Trilogia Espacial" e "O Grande Abismo", no ramo de ficção cristã, e no ramo teológico, "Cristianismo Puro e Simples".


Dialética

As Crônicas de Nárnia são ao meu ver a mais completa obra fantástica já existente, repleta de magia e encantamento, a obra de C. S. Lewis apresenta ao leitor um mundo novo, onde o bem sempre trinfa sobre o mal e o Ser Onipotente criador de tudo faz-se presente em todo momento trágico que porventura surgir.
A religiosidade presente nesta coletânea é palpável, e seria impossível até mesmo para um ateu não percebe-la em sua integridade, de certa forma, é justamente a presença de inspirações cristãs que tornam Nárnia possível de se acreditar. Lewis mescla em suas narrativas seres mitológicos, deuses primordiais e criaturas pagãs, a sua visão religiosa de um mundo perfeito e incólume, onde nem mesmo o mal é tão feio e trágico como se vê.
Embora as estórias de Lewis tenham sido difundidas graças aos filmes produzidos pela Diney e Walden Media, a magia do Ermo do Lampião já era conhecida mundialmente já a algum tempo, seja pelas series de TV e rádio dos anos 80 e 90, seja pelas inúmeras peças de teatro, Nárnia sempre esteve ao alcance do povo.
C. S. Lewis publicou pela primeira vez, a lenda de Nárnia em 1950 com o livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, e continuou a apresentar novas aventuras das terras mágicas e de Além-mar por seis anos consecutivos, terminando com a obra final A Última Batalha.
Embora o livro tratado aqui não obedeça a ordem de publicação, o mesmo segue a ordem cronológica criada por Lews, indo desde a criação de Nárnia ao seu apogeu.
Irei tratar neste postagem exclusivamente do seu sexto livro em ordem de publicação, mas o primeiro em ordem cronológica: O Sobrinho do Mago, publicado em 1955.

O Sobrinho do Mago

A história apresenta o pequeno Digory Kirke e sua vizinha e amiga de infância Polly Plummer os dois estão em férias, o primeiro obrigado devido a uma viagem de seu pai a Índia e uma doença súbita da qual sua mãe foi acometida.
Devido a saúde debilitada de sua mãe, ele a acompanha até Londres, onde passa a morar com o tio André Ketterley, ali ele conhece a jovem Polly que é vizinha de seu tio e se encontra de férias escolar e sem muito o que fazer.
Juntos os dois encontram uma forma de superar seus problemas, o de Digory é o estado terminal de sua mãe, e de Polly, a estranheza e dificuldade de se achar o que fazer em dias de folga.
Juntos os dois irão descobrir inúmeros segredos guardados pelos tios solteirões de Digory, incluindo anéis mágicos que podem leva-los a um mundo magico, um lugar lindo e pacifico que possuem portais mágicos para outros mundos.
É assim que começa a aventura dos dois garotos, que passam as férias atravessando esses mundos mágicos e encontrando aventuras e até mesmo perigosos vilões, como a rainha Jadis de Charn, também conhecida como Feiticeira Branca, um bela mulher, mas de malignidade extrema e que deseja apenas sobrepujar todos os mundos existentes, incluindo o nosso.
É na Inglaterra que o livro toma a direção de Nárnia, depois de algumas encrencas que Jadis os impõe, Digory, Polly, Tio André, Jadis, um cocheiro que ia passando e o seu cavalo Morango são arrastados para um mundo negro, onde nada existe, e onde tudo começa. Ali Aslam cria Nárnia e profetiza as aventuras que os filhos de Adão e as filhas de Eva viveram nos demais livros.
O livro é pequeno, mas não deixa de ter sua beleza, é impossível não se apaixonar por Polly a garota corajosa, embora tímida e por Digory, o brigão e teimoso ancestral dos irmãos Pervensie. E claro pelo Tio André, o homem é uma comédia.
Em todo momento você se vê querendo descobrir o que vai acontecer a seguir, e devo dizer para quem já havia lido o livro A Feiticeira, o Leão e o Guarda-roupa, ou pelo menos assistido ao filme, muita coisa se explica nesta obra, como por exemplo, o surgimento do Ermo do Lampião, a razão de alguns animais falarem e outros não, ou mesmo o porquê do ódio da Feiticeira Branca.
O livro é de fácil leitura, mesmo tendo sido escrito há 59 anos, a revisão e tradução soube aproxima-lo da nossa realidade, embora as passagens na Inglaterra demonstre realmente o tempo em que ocorreu tal história.
É difícil abandonar o livro antes de vê-lo terminar, porque cada acontecimento é de grande importância e tem ligação direta com o próximo, de forma que cada capitulo está muito bem amarrado ao outro.
A revisão, diagramação e impressão são perfeitas, não encontrei erros de digitação ou gramatica, e o papel branco com margens e espaçamento adequadas permitem uma boa leitura, o que falha um pouco é o tamanho da fonte, como se trata de um volume único com todas as sete obras referentes a Nárnia e um capítulo especial sobre como escrever para crianças, o tamanho da fonte é reduzido para economizar espaço, e as vezes é necessário parar um pouco a leitura e esperar que os olhos parem de doer.
Outro fato negativo é o tamanho e peso do livro, ler sem colocá-lo sobre alguma coisa é quase impossível, e já aviso não leiam deitado, deixar algo tão grande cair no seu rosto, não é nada agradável.
Mesmo assim recomendo a edição da Martins Fontes, pois, a capa é linda e possui uma bela representação de Aslam, tirando o fato da fonte menor e do peso, o livro vale o preço, e a leitura é rápida e divertida, não há razões para se arrepender.

  



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2 comentários:

  1. Tenho esse livro há tanto tempo e ainda não tive tempo de ler :(
    Finalmente as férias chegaram e poderei colocar as leituras em dia o/

    Duas Leitoras

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  2. Eu percebi que a Martin Fontes diminuiu o tamanho da fonte desse livro para economizar na edição. Eu comprei o volume único das Crônicas de Nárnia em 2006, as letras são mais confortáveis de se ler. É um dos meus livros favoritos.

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Julielton Souza