18 de set de 2014

Livro #05 - Will e Will - Um Nome, Um Destino - John Green e David Levithan

Dados do Livro




Nome: Will e Will – Um Nome, Um Destino
Autor: John Green e David Levithan
Editora: Galera Record
Tradução de: Will Grayson, Will Grayson
Tradutor (a): Raquel Zampil
ISBN: 9788501093882
Edição: 9ª Ed. 2014
Estilo: Ficção Americana Jovem Adulta
Assuntos: Realista com Foco no Romance Homo afetivo e Problemas dos Jovens Contemporâneos.
Páginas: 352




Sinopse

Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em uma aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

Quem é você?
Eu me levanto e respondo:
— Hã, eu sou Will Grayson.
— W-I-L-L G-R-A-Y-S-O-N? – pergunta, soletrando impossivelmente rápido.
— Hã, sim – digo. – Por que a pergunta?
O garoto me olha por um segundo, a cabeça inclinada, como se pensasse que eu poderia estar passando um trote nele.
Então finalmente diz:
— Porque eu também sou Will Grayson. pág. 130


O Autor

John Green cresceu em Orlando, Flórida, a uma pequena distância da Disney World. Se mudou para Ohio para cursar a universidade, onde estudou Inglês e Religião. Por vários meses após se graduar, John trabalhou como capelão em um hospital infantil. Enquanto estava lá, teve a inspiração para escrever seu primeiro romance, Quem é você, Alasca?, que se tornou um best-seller nos Estados Unidos e ganhou muitos prêmios literários, como o Michael L. Printz Award nos EUA e o Silver Inky Award na Austrália.
O segundo romance de John, An Abundance of Katherines (Teorema Katerine), foi publicado em 2006 e se tornou finalista do Los Angeles Times Book Prize e também nomeado livro de honra do Michael L. Printz. Paper Towns, publicado nos EUA em 2008, estreou em quinto lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times e ganhou o Edgar Allan Poe Award pelo melhor romance de mistério.
Em 2009, Paper Towns (Cidades de Papel) foi eleito em primeiro lugar por mais de 11 mil leitores no Top 10 dos Adolescentes da American Library Association.
No seu tempo livre, John é um grande fã do Campeonato Inglês de Futebol, mas ele não fala para que time torce, porque não quer alienar possíveis leitores. Ele admite, entretanto, ficar arrepiado toda vez que ouve: "You'll Never Walk Alone" (Você nunca andará sozinho). Skoob do autor.

David Levithan (nascido em 07 de setembro de 1972, Short Hills, New Jersey) é um editor de ficção gay jovem-adulto e autor premiado. Ele teve seu primeiro livro, Boy Meets Boy (Garoto encontra Garoto), publicado em 2003.
Ele escreveu inúmeras obras com personagens gays do sexo masculino, principalmente Boy Meets Boy e Nick and Norah's Infinite Playlist.
Aos 19 anos, Levithan recebeu um estágio na Scholastic Corporation, onde começou a trabalhar na série The Baby-sitters Club. Dezessete anos depois, Levithan ainda está trabalhando para Scholastic como diretor editorial. Levithan é também o editor-fundador do PUSH, uma marca jovem-adulto da Scholastic Press enfocando novas vozes e novos autores. Skoob do autor.


Dialética

Will Grayson é o típico garoto norte americano isolado que parece não se importar com sua aparência, ou como é visto pelos demais colegas. Mas se engana quem acredita que Will é apenas isso, na verdade ele é um garoto cheio de ideais e que prefere permanecer a margem de toda a sociedade escolar, e para tal utiliza de duas regras básicas: 1. Não se importar muito com nada. 2. Calar a boca.
Para alguém que busca não chamar a atenção, Will é um verdadeiro fracasso, não por causa de suas atitudes, mas sim por ter como melhor amigo Tiny Cooper. Tiny atrai olhares por onde passa, não por possuir uma beleza estonteante, ou por ser um jogador de futebol que todos adoram, Tiny chama a atenção por ser grande e por ser gay.

Tiny Cooper não é a pessoa mais gay do mundo, tampouco é a maior pessoa do mundo, mas acredito que ele possa ser a maior pessoa do mundo que é muito, muito gay, e também a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito grande. – Pág. 09

Tiny e Will são amigos de infância, e mesmo após um ano inteiro afastados, onde Will se juntou ao Grupo de Amigos e não manteve contato com Tiny, a amizade que o grandalhão nutria pelo tímido Will permaneceu inabalada.
Tiny é membro da Aliança Gay-Hetero, e acaba arrastando Will para esse grupo, que conta ainda com Gary, seu namorado Nick e Jane, a garota que ninguém sabe se é gay ou não. Esse grupo e o responsável pela a apresentação do espetáculo Tiny Dancer, um musical escrito por Tiny e que fala sobre sua vida muito gay, além de seus 3.900 namorados, metade deles virtuais.
Junto a esses amigos Will se mete em inúmeros problemas, como entrar de fininho em uma balada para maiores de 21 anos. Falsificar uma identidade e depois descobrir que a falsificação saiu errada e de nada serve. Além das inúmeras vezes que Tiny o expõe ao ridículo.
Em outra cidade somos apresentados a Will Grayson, ou melhor ao outro Will, diferente de seu xará Will Grayson é um garoto depressivo, isolado e com poucos amigos, isso se contar Maura a punk gótica que cisma em ser sua amiga e os dois garotos nerds com quem senta na hora do almoço.
Will Grayson é pobre e vive com a mãe, que é obrigada a suportar os picos de humor do garoto, este por sua vez apenas se sente feliz quando conhece Isaac na internet e inicia um romance virtual
Isaac é a pessoa perfeita, entende como Will se sente e sempre tem a palavra certa para ajudá-lo a superar suas crises, porém a um grande mistério por trás deste garoto, e, é ele que vai unir os nossos dois Will’s.
A história inicialmente é mostrada separadamente, até que após alguns incidentes, os dois Will’s são colocados frente a frente. Em uma sex shop tenebrosa no centro de Chicago Will encontra Will, e desse ponto em diante tudo se transforma, um Will vê a magia do amor hetero, o outro enxerga nas diferenças a chance de ser feliz. Escrito em primeira pessoa, e dividido entre capítulos ora narrado pelo Will Grayson rico e hetero, ora narrado pelo Will pobre e gay, esse romance nada convencional superou minhas expectativas, fui praticamente obrigado a lê-lo e não imaginava que iria me divertir tanto assim com um livro com temática LGBT.
Explico, um amigo que não posso identificar vinha a um bom tempo tentando me convencer a ler este livro e devido a temática abordada eu desconversava, até que ele me fez a seguinte proposta: “Entra no site da Americanas e escolhi dois livros que você quer, pode ser qualquer um, não importa o preço que eu te darei eles, isso se você concordar em ler Will e Will e resenha-lo.”
É claro que aceitei o desafio e acabei escolhendo cinco livros que desejava, mas deixei a cargo deste amigo escolher os dois que me daria, por sorte ele escolheu justamente dois clássicos que muito desejava. O magico de Oz de J. Frank Baum e As Crônicas de Narnia Volume Único de C. S. Lewis.
Como aceitei o desafio, no mesmo dia que recebi os três livros iniciei a leitura de Will e Will, e no mesmo instante me identifiquei com alguns personagens.
O 1° Will Grayson por justamente desejar ser invisível, e não ter que se envolver com alguém simplesmente por que é o que a sociedade deseja de uma pessoa da sua idade.
O 2° Will Grayson por não aceitar a realidade que está inserido, ou deixar-se abater pela mediocridade da sociedade cheia de rótulos.
E mesmo Tiny Cooper que com todos os defeitos sempre traz um sorriso no rosto, mesmo quando todos o veem apenas como uma pessoa enorme, gorda e desproporcional.
Não imaginava que gostaria tanto deste livro, ri, me emocionei, tive pena dos personagens, torci e me revoltei com algumas atitudes. O primeiro Will é indeciso, não se resolve sobre gostar ou não de Jane, e as vezes demonstra um preconceito enorme com o pobre Tiny. O segundo é um crápula que usa as pessoas a seu bel prazer, e sua principal vítima é sua pobre e triste mãe. E até Tiny que mesmo sendo um excelente amigo, pisa, ignora e as vezes maltrata aqueles que diz amar.
É um livro cheio de reviravoltas, emoções fortes e principalmente muita risada, li o livro todo em duas horas e meia, foi um ótimo companheiro para uma noite insone. E quebrou muitos dos meus preconceitos.
A princípio leria apenas suas cem primeiras páginas, apenas para ter o que dizer sobre o livro para o meu amigo, mas no fim gostei tanto, tirei tantas lições que foi impossível abandona-lo.
Acho que um livro como esse, deveria fazer parte das obras obrigatórias das escolas de ensino fundamental e médio, ajudaria a muitas pessoas como o 2° Will e Tiny, que veem na sua sexualidade um empecilho para ser sinceramente felizes.
Aqui deixo meu muito obrigado a você J. por me indicar e me presentear com esse livro. Desejo a você a coragem do 2° Will para quem sabe um dia superar seus medos e mostrar ao mundo quem você é de verdade.
Bom então é isso, se gostou comente, divulgue, curta. Não se esqueça de seguir o blog, e não tenha medo de ser quem você é de verdade.





1 comentários:

  1. Tu sabe que eu to sempre querendo pegar este livro porque ele fica em promoção na saraiva e fico na dúvida, mas todas as resenhas que leio dele falam muito bem. Já está na hora de eu ler também, né?

    Beijos

    Greice Negrini

    Blogando Livros
    www.amigasemulheres.com

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Julielton Souza