31 de mai de 2015

Dialética Nipon: A música japonesa


O Dialética Proposital carimba seu passaporte e pousa novamente na terra do Sol Nascente, e na bagagem traz para vocês leitores, um arsenal musical. É isso ai, hoje o Dialética Nipon aborda as influencias japonesas na música, ou melhor, as musicas japonesas que tocam por aqui.Talvez você leigo nas diferenças entre as terras orientais, esteja pensando: “lá vem, um post inteiro sobre o Psy”, mas não se engane “shōnen”, este ai, o famoso interprete de Gangnam Style, o Park Jae-sang é sul coreano, e não japonês.Mas deixando o “Op, op, op, op oppan Gangnam style” de lado, vamos ao que interessa, “ONGAKU” ou traduzindo música. No Japão, ongaku é a palavra usada para o termo música, e, é inscrita com os kanji 音 "on" e 楽 "gaku", que significam: som + divertimento. E por lá, música é coisa levada a sério. Por sinal o país é o segundo maior consumidor de músicas do mundo, e o maior em números de karaokês por metro quadrado.
Por falar nisso, você sabia que o karaokê foi inventado no Japão, seu inventor se chamava Daisuke Inoue, um infeliz que não ganhou quase nada com sua invenção já que se empolgou tanto que esqueceu de patentear. O termo karaokê ou caraoquê é escrito com os kanji 空 "kara” e オーケストラ "ōkesutora” que significam: vazia + orquestra.



Voltando a que de fato é o tema desta postagem, a música japonesa, assim como ocorre no nosso país tem inúmeras vertentes, passando pelo tradicional e pelo moderno, a maioria dos estilos considerados tradicionais são completamente diferentes aos estilos mais modernos, que acabaram sendo influenciados pela música ocidental.
Entre os estilos tradicionais, as mais conhecidas, são os famosos cânticos budistas chamados de shomyo, as músicas tocadas na corte no período das dinastias imperiais chamado de gagaku e as músicas que os samurais usavam para aperfeiçoar suas doutrinas o hankyoku.
Porém tenho certeza que a maioria que chegou até aqui, está mais interessada é nas músicas atuais, e que são de fato, o que eu gosto de ouvir, o J-pop e o J-Rock.
O termo J-Pop surgiu no Japão em meados dos anos oitenta, e dominou grande parte do mercado cenográfico japonês, atualmente o j-pop está presente na maioria das produções artísticas japonesas no rádio e na televisão, como as que vemos nos animes e videogames.
O J-Rock é um pouco mais velho que o j-pop, surgiu na década de sessenta, quando o rock está começando a se tornar um estilo mundial, inspirada em grandes bandas americanas e inglesas, e hoje também assumi uma parcela do mercado musical japonês e mundial.
Porém, um estilo que fez grande sucesso no Japão durante muito tempo, e esteve acima até mesmo do j-pop e do j-rock foi o Enka, o qual consiste em músicas com letras tristes e ritmo melódico semelhante aos estilos tradicionais do Japão.
No Japão, existe até banda que não existe, ou melhor, não existe no plano físico pois se trata de hologramas 3D, a mais famosa é a cantora Hatsune Miku uma boneca holográfica 3D extremamente realista. A cantora foi criada pela Crypton Future Media e utiliza o Vocaloid, um software onde o usuário pode criar músicas que são interpretadas por personagens eletrônicos. Sendo assim Hatsune Miku é na verdade um programa de computador.


No Brasil existe inúmeros fãs das músicas japonesas, tradicionais e modernas, e isso se deve as produções para anime, doramas e videogames. No youtube, Facebook e twitter de grandes bandas japonesas, é possível encontrar um monte de “Burajiruhito” (brasileiro) seguindo, comentando e compartilhando o que seus ídolos orientais postam.
Entre as bandas de J-Rock as que estão sempre no meu player são: Asian Kung-Fu Generation, The Gazette, Nightmare, Flow, UVERworld, Aqua Timez, Superfly e outras.
Já entre as bandas J-pop as que ouço e recomendo são: Girls’ Generation, Super Junior, Dream, Scandal, GREEEN, Orange Range, etc.
Por aqui, algo que faz muito sucesso são as web rádios especializadas em músicas japonesas, com DJ’s dedicados e programação vinte e quatro horas, entre as mais famosas, estão:
Antes de terminar que tal ouvir e ver um pouquinho do que o Japão tem para oferecer, separei três vídeos bem legais, o primeiro é a cantora holográfica Hatsune Miku e os outros dois são exemplos dos gêneros J-Pop com a banda GREEEN e J-Rock com a banda Asian Kung-Fu Generation.





Bom gente, o texto de hoje ficou menor, mas espero que tenham gostado, e espero seu comentário, é isso ai. Sayōnara!

1 comentários:

  1. Julielton!
    A cultura japonesa é rica em vários aspectos e a música é apenas um deles.
    Adorava cantar no Karaokê, é bom demais.
    Adorei a matéria.
    “Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida.”(Sócrates)
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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Julielton Souza