19 de mar de 2015

Review Dialética – Séries: The Fosters

Gostaria muito de dizer que conheci a série logo no seu primeiro ano, mas estaria mentindo. Como grande maioria dos novos fãs da série em território brasileiro, meu desejo em conhece-lá se deu após a divulgação pela mídia de uma noticia relacionada a série: O beijo gay mais novo já exibido na televisão mundial.

Veja uma das noticias divulgada no site O GLOBO, após, a cena ir ao ar no dia 02.03.

oglobo

Eu entendo a curiosidade da maioria que buscou a série na internet após a divulgação da noticia, vivemos em um país onde o beijo entre pessoas do mesmo sexo na TV é algo a se repudiar, ato fruto das mentes retrógadas da nossa população. Agora imagine saber que o beijo foi exibido em uma rede de televisão destinada a família? Pois, é a ABC Family emissora responsável pela produção inovou e protagonizou uma mudança massiva de conceitos, algo único na televisão mundial.

E devo dizer por fim, que o golpe de marketing que a cena provocou foi cataclísmico, uma enxurrada de novos telespectadores se formou para acompanhar a série, torcendo pelo casal gay mais jovem do momento, elevando o numero de pessoas assistindo e falando sobre isso.

Quer ver como foi a cena do beijo? Então clique aqui.

Agora vamos ao que interessa o Review da Série.

Sinopse: Produzida pela cantora e atriz Jennifer Lopez, The Fosters mostra os desafios e alegrias de uma família composta por duas mães, que criam filhos adotivos junto com um filho biológico.

O casal vê sua família, que já é grande, virar de cabeça para baixo quando adotam mais uma garota difícil de lidar. Uma das mães é uma policial e a outra é uma professora de escola particular. Elas têm um filho biológico e já tem adotados um casal de adolescentes gêmeos.

Review:

The Fosters é uma série que transcende os rótulos, aqui você não verá episódios inteiros direcionados a escolha sexual dos personagens, não verá apenas um casal de lesbica se agarrando, ou muito menos adolescentes fazendo sexo sem compromisso.

Não há apenas desordem e caos, não há rejeição e preferencia por um ou outro personagem. Pelo contrário a série é o conjunto de tudo isso, entregue ao telespectador de forma homogênea, mostrando a realidade de uma família americana, uma família comum, onde problemas e desafios são coisas do dia-a-dia.

Em The Fosters, o casal protagonista é Lena e Stefs, a primeira é morena e vice-diretora de uma escola, a segunda é loira, divorciada e policial. Ambas lésbicas assumidas, e agora casadas. Stefs é mãe biológica de Brandon e mãe adotiva junta a Lena dos gêmeos Jesus e Mariana, além do jovem protagonista do famigerado beijo Jude. Elas ainda tentam adotar a irmã mais velha de Jude, Callie Jacob.

A série aborda então os problemas, tristezas, acertos e alegrias da família Adams Foster, indo desde a tentativa de ter um filho biológico com material doado, há vícios como álcool e drogas injetáveis. Indiferente das situações alarmantes que acometem a família, os filhos, são um exemplo de uma boa educação, quase sempre quando metidos em alguma das confusões apresentadas, eles não são os protagonistas destes erros, geralmente são aqueles que mergulham em meio ao turbilhão já iniciado.

Outros personagens carismáticos incrementam a série, como o ex-marido de Stefs, Mike Foster, um também policial, mas que possui um vicio latente em álcool, ou ainda Anna a mãe biológica dos gêmeos que vive lutando contra seu vicio em drogas. Há também os constantes pares românticos dos jovens Fosters, como Wyatt o namoradinho vai e vem de Callie, o jovem Connor, par de Jude.

Ou ainda as meninas da casa Girls United, (minhas preferidas) um lar temporário para garotas problemáticas, cada uma com sua peculiaridade e infinidade de erros e acertos.

De certa forma a série criada pela ABC Family veio para desmistificar os rótulos estampados em pessoas como os membros da família Foster, há o casal gay que deseja adotar e salvar crianças de lares hediondos e provam que suas preferencias sexuais não impedem de amar e serem amadas, ou de educar e criar uma família.

Rompe com os preconceitos em se adotar filhos adolescentes e com irmãos. Rompe os preconceitos com a definição sexual precoce, ou mesmo os desafios que é criar filhos vindos das mais diferentes situações. Antes de tudo a série ensina que é necessário amar, e desejar ser amado, somente assim se pode construir uma vida em conjunto com todos os preceitos e rótulos estabelecidos.

Faltando um único episodio para o final de sua segunda temporada, devo dizer que as série serviu para romper com muitos dos meus preconceitos e estabeleceu um conceito totalmente novo para o meu gosto por séries.

Eleita facilmente a melhor série que assisti nos últimos vinte anos, uma revolução televisiva única e atemporal. Uma chamada para a vida, para a verdade necessária a todos, onde a única resposta para tudo é o amor e a compreensão.

 

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Julielton Souza